domingo, abril 13, 2008

27 Dezembro de 2004

Margarida divulga “Erecções”
Valentina não provoca nenhuma


Apesar dos dois kainevers, só dormi umas quatro horas. Mesmo assim foram bastante repousantes. Apanho a hidro das 10h45m. A professora Margarida gostou de me ver lá de manhã:
— Olha o Luís!
Eu também gosto de ver a Margarida, que aceita muito bem as minhas palhaçadas subversivas. A piscina está quase cheia e há cinco homens. A Margarida divulga a minha sessão de autógrafos ao microfone. Quase ninguém me conhece àquela hora, até porque há muita gente do clube da Defensores de Chaves.
Fico no jacuzzi, sauna e piscina até à 1 e picos. Apanho a Margarida a começar a aula da hora do almoço:
— Ainda aqui está?
Numa de grande generosidade poética, torna a divulgar a sessão de autógrafos no King. Mas já se tinha esquecido do título do livro. Eu relembro. As pessoas dentro da piscina riram-se. Acreditaram que eu era escritor, mas pensaram que o título era brincadeira.
— É verdade! — diz a Margarida.

15h30m -Tiro fotocópias às 147 páginas impressas deste diário. Depois vou registar à SPA, sob o título provisório de “Diário sexual de um escritor frustrado (1ª parte)”. Aproveito e registo um pseudónimo novo: Rick Dart, primo do Dick Hard. O Rick Dart será utilizado para escrever argumentos de filmes pornográficos, se a coisa acontecer.

18h - Chego ao King. Visto a camisola dos Calgary Flames. Fumo charutos. Bebo Guiness. O meu fã Filipe Alberto voltou para comprar mais umas “Erecções”. Deu as outras aos amigos. Desta vez vem com a Ana Teresa. Dou uma “Idade das Trovas” à Ana Teresa. O Alexandre Andrade também vem oferecer-me o livro dele. Depois chega a mulher do Rui Brito. Passado um bocado, chega o Rui.
O vibrador continua a rodar em cima da mesa. Ninguém liga nenhuma, até chegar uma miúda gira, de nome Sílvia, com ar intelectual. Sorri. Meto conversa e ofereço-lhe uma “Idade das Trovas”.

22h40m - Saio do King, aliviado com o final das sessões de autógrafos. O travo dos charutos Monte Cristo que me deu o meu amigo Mário ficou na boca do Luís Graça, que não fuma, ao contrário do Dick Hard.

23h30m - Chego ao Pasta Caffé. Como lasanha e crepe de chocolate. Estou arrasado.

00h15m - Chego a casa. O meu amigo Rui esteve lá a colocar uma caixa ATX e disse-me que o computador estava a funcionar. Que tinha 27 mensagens para ver.
Carrego no botão do CPU novo e aquilo faz um barulho grande na refrigeração. Fico logo abatido. Depois começa a bloquear sistematicamente. Aí à sétima tentativa lá abriu o ecrã. Tento introduzir a ficha do modem da ADSL e… adeus CPU! Escuridão total. Carrego na “ignição” e nada. Fico mesmo “blue”. Arrasado! O problema foram as expectativas criadas.
Agarro no sobretudo e vou para a rua andar. Fugir. Sem destino. Tirar a pressão de dentro de mim.
Sem saber como, chego ao Photus. Estou exausto e deprimido. O contrário do estado de espírito com que saí da hidroginástica, horas antes. Esta “montanha russa” do esgotamento é altamente desgastante.
O Photus está calmíssimo, quase deserto. É noite de segunda-feira e ainda é cedo.
Bem, vai mesmo à bruta, para tirar o desgosto do espírito: pela primeira vez na minha carreira faço um Private Triplo. Objectivo? Com duas Private com a mesma stripper tem-se um de bónus. Nem sabia como a coisa funcionava. Só faço isto porque tinha ficado muito bem impressionado com a sofisticação da romena Valentina.
Tomamos uma bebida e falamos sem “filmes”. Cada um conta ao outro a vida real. Ela acha que eu devo ser bom jornalista e escritor, porque me acha muito criativo. Eu desabafo sobre o computador e sinto complexos de culpa por isso, por estar a criar uma onda negativa.
Mas ela diz-me que é uma optimista e pergunta-me o signo. O pai dela também é Escorpião e ela dá-se muito bem com ele. Está com 26 anos e com a mania que já foi muito mais bonita, que tem o cabelo a precisar de cuidados e que necessita de ir ao ginásio.
É a minha vez de a moralizar. No estado em que estou, só me apetecia trazê-la para casa, beijá-la e dormir abraçado a ela. Estou tipo gatinho a precisar de mimos.

02h30m - Lá vamos para a Private tripla. A diferença em relação às outras é que esta dura muito mais tempo. A Valentina foi muito meiguinha. Tanto fiquei deitado de costas, na cama, como sentado, apoiado à parede. Ela fez-me olhares muito ternos. Gostava de ter tido uma erecção, para corresponder ao esforço dela. Esteve quase, mas continuo esgotado. E a Private não é Contact Dance.
Foi uma bela terapia emocional. Criámos um laço afectivo. Pelo menos eu. Antes de sair do quartinho, ela pergunta-me se está bem arranjada. E se eu fico ou vou para casa.
— Vou para casa, ver se durmo já e se sonho com um anjo louro romeno.
— Espero que sim, mas olha que o anjo não é louro natural.

03h30m - Apesar de saber que o não devia fazer, não resisto a carregar no botão do computador, quando chego a casa. Mudo e quedo. Luto cinco minutos. Não tomo “bomba” e vou para a cama. Adormeço bem, talvez devido à depressão informática e às poucas horas de sono dormidas.
O problema foi só este: acordei duas hora e meia depois!

2 Comments:

Blogger Capitão-Mor said...

Ops, pensei que isto estava parado...
Bom, agora tenho que fazer leitura para o serão!
Abraço

8:58 da tarde  
Anonymous Luís Graça said...

Não. Tem estado a andar, aos domingos. Mas está quase a parar, sendo que faltam poucos dias para "entrar em 2005".
É o final do livro.

1:42 da tarde  

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