domingo, maio 06, 2007

24 de Outubro de 2004

“Terça insana” fez-me chorar!

21h05m - Saio de casa com o Benfica a ganhar 1-0 ao Nacional (um golo com uma sorte do Karadas) e vou até ao antigo cinema Roma, agora Forum Lisboa, para assistir a dois espectáculos do Festival RIR, promovidos pela Comed’in, onde fiz um curso de um mês, de escrita para comédia. Reencontro alguns colegas (Heitor Lourenço, Nuno Porfírio, João Miranda, Aramac) e no final vou pedir autógrafos aos brasileiros paulistas do “Terça insana”, que me puseram a chorar... de riso!
Principalmente no sketch do Octávio Mendes, uma “Irmã Selma” plena de humor negro, de instintos assassinos à la Hitchcock, com uma pitadinha de Mário-Henrique Leiria. Tudo boa gente. Depois falei ao inglês (de Liverpool) Les Bubb, que me deu um autógrafo assim: “Make your brains go pop”. Ou seja: “Estoira-me com esses miolos”. Ele também deu um espectáculo primoroso, com grande domínio físico (técnica de mimo, raízes em Marcel Marceau) e enorme criatividade. Impagáveis as imitações de uma varejeira e de um galo. Ter entrado em cena com o som da 40ª do Mozart (a minha sinfonia favorita) pôs-me logo a atinar som o súbdito de Sua Majestade, que não foi de modas e também deu uma boquita ou outra à Rainha, mas sem maldadezinha nenhuma.

05h45m - Acabei de fazer o poema para o “Florilégio de Natal” dos escritores da Tertúlia Rio de Prata. Uma tradição a rasar os dez anos. Começámos em 87. Este ano o meu poema chama-se “Covadonga, 25 Dezembro, neblinas matinais” e coloquei o meu habitual quarteto de personagens (Deus, o Diabo, o Menino Jesus e o Pai Natal) a passar o 25 de Dezembro nas Astúrias, nos lagos que encimam a catedral de Covadonga.
Corro o anti-vírus do computador e constato que tenho 11 Trojans capturados pela quarentena. Tremo um bocado por dentro, depois de 20 e tal dias a funcinar na maior. Mas ainda mantenho a esperança de que esteja tudo OK. Peço a Deus uma ajudinha.
São 06h51m. Na avenida já começa a sentir-se o movimento do pessoal a ir para o trabalho. Está na hora de passar os olhos pelo PÚBLICO e pela BOLA. Estou com um bocado de fome. Vou-me aos iogurtes. Mas antes ainda vou imprimir estas últimas páginas. Andale, andale, arriba, arriba, como diria o meu amigo Speedy Gonçalves.

2 Comments:

Blogger Capitão-Mor said...

Desconhecia essa "Terça Insana"...vou investigar!
Abraço!

9:27 da tarde  
Anonymous Luís Graça said...

Ah! sim? Então isto foi serviço público.
Realmente muito bons.

Quanto ao meu poema para o "Florilégio de Natal", acabou por não entrar. Algumas senhoras da minha tertúlia ficaram chocadas com o último verso:"Mas onde é que se janta, porra?".

Não entrou no "Florilégio", entra agora no "De boas erecções está o Inferno cheiro, King Kong Size".

10:38 da tarde  

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