domingo, março 18, 2007

17 de Outubro de 2004

Baptizados McDonald’s e peixeirada no futebol

Às 6 da matina ponho-me a fazer zapping e apanho a grelha de partida para o GP Austrália, em Moto GP. Sabendo que o Rossi se pode sagrar campeão, não resisto. Fico a ver no Eurosport.
O circuito de Philip Island é muito bonito e exige uma grande condução. A última volta entre o Rossi e o Gibernau foi espectacular. “The doctor” conseguiu o seu sexto título mundial, aos 25 anos. Um génio!
Como diria o Chico Buarque: “Foi bonita a festa, pá!”.

Durmo três horas e lá vou para o baptizado, em Alhandra.
Nunca tinha assistido a um baptizado tipo McDonald’s, celebrado por um diácono castiço. Eram umas quatro crianças para baptizar “em série” e a coisa exigia um certo ritmo.
Depois fomos almoçar a Arruda dos Vinhos. Venho para fora do “Barrilinho” e dou uma volta pelas redondezas. Rapidamente dou comigo na Peixaria do Adro e no Beco das Amarguras. Fiquei a fazer festas a um gatinho querido, preocupado em ver se conseguia caçar uns passaritos.
Seguiu-se uma tarde em família, em casa dos pais da criança baptizada. O final do dia foi preenchido com o visionamento do Benfica-FC Porto.
Como eu esperava, o futebol português continua uma maravilha. As cenas da sala de Imprensa do Estádio da Luz são antológicas. Luís Filipe Vieira, José Veiga e Pinto da Costa em absoluta super-forma. Pinto da Costa aproveitou pouco depois para dar mais um pontapé, desta feita na gramática, com um “houveram” que lhe saiu do mais profundo do seu ser. Calma, José Régio, o homem já não declama o “Cântico Negro” há uns tempitos. Penso eu de que.
Regresso a casa pelas 23 horas, para tirar a farpela e ler os jornais do dia. Espanto-me com o empate do Benfica no hóquei, frente ao Paço D’Arcos, que ainda não tinha marcado golos em dois jogos. E também me espanto com a vitória do Benfica em Ovar, na abertura do campeonato de basquetebol.

2 Comments:

Anonymous Luís Graça said...

Ontem também fui ao hóquei. Vi a primeira parte do Benfica--Barcelos, que acabou com a vitória do Benfica por 3-2.
Antes tinha estado no voleibol, no jogo em que mais gozo tive em assistir nos últimos tempos.
Vitória do Benfica sobre o Vitória de Guimarães, por 3-1, numa partida que teve muita sustentação de bola e lances espectaculares.

Foi o recorde de assistência desta época numa partida de voleibol na Luz. Mesmo assim, apontemos para umas 500 a 600 pessoas.

Hoje, na corrida da ponte, nem queria acreditar quando ouço a voz do speaker. Ora bem, um dos pavilhões do Benfica é o Pavilhão EDP, a EDP era patrocinadora da Meia-Maratona, está tudo explicado.

Só faltava eu ouvir: "Vamos lá agora com esse ruído benfiquista". Ao invés, o speaker estava a pedir auxílio para encontrar o pequeno Ruben Figueiredo, que se tinha perdido e era o feliz possuidor de um boné do Sporting. Poucos momentos depois, o petiz lá apareceu "na cabina do som".

Lá em cima, o Cristo-Rei, farto da falta de cuidado dos pais, abriu os braços em forma de protesto, como que a dizer:

"Mas como é que estas coisas acontecem? Os pais não sabem que devem trazer os filhos à trela para a Meia-Maratona? E com uma tijelinha de água, para os miúdos não desidratarem. No final, se se portarem bem e não fizerem birras, recebem um torrão de açúcar".

Eu também não desidratei. Antes de começar a prova mamei uma lata de Coca-Cola bem fresquinha. E mais meio litrinho de água do Luso. Como sólidos, um chocolatinho Cadbury (daqueles que têm lugar cativo entre as pernas da Silvia Saint, num post do Ganda Ordinarice) e outro da Milka.

O pior é que eu pensava que havia reabastecimento de água para aí aos dois quilómetros. Isso é que era doce! Foi só aos cinco. Mamei uma garrafinha inteira do Powerade com cor de água da Praia da Rocha em dia de Zezé Camarinha em cima de uma estrangeira.

Dizia o jovem de megafone: "Água à esquerda! Água à esquerda". E quem era o jovem? Um Pedro que trabalhou comigo na Gazeta dos Desportos, há mais de 15 anos. Levou uns segundos a reconhecer-me, por causa da pera, do boné da Ferrari e dos óculos escuros.

E lá fui eu, já mais reabastecido de líquido. Nove horas antes estava a reabastecer-me de líquido com um maravilhoso tinto: Cavalo (Ervideira), a conselho do amigo Aurélio, um dos responsáveis pelo atendimento excelente do Restaurante "O Poleiro".

Ocasião: o aniversário de casamento do meu amigo JP, mais conhecido pelo Mestre, devido aos seus talentos bilharísticos.
Comeu-se e bebeu-se com uma grande pintarola. E uma pessoa pensa: porque é que a vida não pode ser sempre assim?

O presente de aniversário, cumprido uns dias antes, foi a edição "razoavelzinha" do Gato Fedorento.
Depois ouvimos no carro uma compilação de Disco e eu fiquei a abanar o capacete por uns tempos.

Agora, se me dão licença, vou tomar um banho de espuma, para descansar os músculos.

Ah! e também vi na TV a derrota do Candelária frente ao Villanueva, na final da Taça CERS. Uma pena! O Pico merecia uma alegria.

7:01 da tarde  
Blogger Capitão-Mor said...

Arruda dos Vinhos faz-me lembrar um restaurante que existe por lá que serve umas postas de bacalhau assado em versão XL!!!! :)
Abraço

1:48 da manhã  

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